segunda-feira, março 19

Então, somos imortais!

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Como blogueiros, escritores, produtores de alguma forma de conteúdo digital, é bom que possamos sustentar amanhã o que dissermos hoje. Como pessoas, que precisam de certa privacidade, é bom que possamos não nos arrepender do que dissemos ontem.

Não podemos esquecer que tudo que postamos na blogosfera poderá ser usado contra nós; a favor também, claro. Tudo que produzimos on-line ficará guardado para sempre em algum lugar do passado blogosférico. E, quanto aos seus passeios pela rede, se você pensa que apagando as memórias de acesso, os históricos de navegação, os registros de e-mail e chat, não deixará rastros, está tecnologicamente enganado. Não é como amassar um rascunho em papel e jogar na lixeira - aquela de verdade, de ferro, de plástico, etc. O seu provedor, seu navegador, ou o seu site de buscas mantem registros de tudo. Por essas e outras pegadas deixadas no mundo digital já podemos nos considerar imortais. Elas estarão sempre lá.

Enquanto você está pesquisando no seu site de buscas preferido, ele está rastreando sua navegação e construindo um perfil seu. Não só como consumidor, mas também como pessoa; suas preferências, seus hábitos. Trocando em miúdos, quem quer anonimato não usa Internet.

Portanto é sempre bom adotarmos um procedimento correto. Ter sempre em conta os direitos de autoria, ser politicamente correto, evitar ofender alguém ou alguma classe. Aquela coisa de ética digital, sabe? Ofendeu, desculpe-se, errou, corrija-se.

Assim, não deixamos o “rabo preso na teia” e a convivência será sempre pacífica e duradoura neste mundo de infinitas possibilidades e hipertextualidades. Seremos felizes para sempre, virtualmente.

E tá gravado!
Geeennte! Falei alguma bobagem? Ooops!
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Ilustração de: Kenichi Nakane; Coleção: Imagezoo