terça-feira, maio 15

Esperança

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Foto: Douglas Menuez - Coleção: Lifesize
Blogagem coletiva

Vejo a esperança por dois aspectos. O primeiro, como uma luz que o ser humano já traz consigo de berço e que o conduz ao futuro incerto. A outra, uma forma de conexão com os sonhos, com as expectativas que a gente mesmo cria conforme as dificuldades momentâneas que a vida nos oferece.

Por conta da luzinha inata que trazemos, vivemos na esperança de dias melhores, na expectativa de haver um amanhã, de haver um futuro que nos é reservado. Nutrimos a vontade de bem viver, de amar e de ser amado. Suportamos nosso fardo na eterna esperança da recompensa, da plenitude. Em vida, se possível. Essa esperança é como o sol de inverno que timidamente rompe a névoa da manhã e te faz acreditar que aquele será um lindo dia. Talvez esteja mais ligada a um outro valor humano. A fé.

A outra forma de esperança, aquela que criamos sobre determinados eventos, está diretamente ligada a nossos sonhos, carências e projetos de vida. Tem a ver com o desconhecido e com o nível de expectativa que pomos nos empreendimentos, sejam materiais ou sentimentais. À medida que vivemos o presente, corremos riscos calculados, tentando superar obstáculos, nutrindo expectativas e esperando por momentos positivos. Empenhamos ali o desejo de mudanças, de satisfazer essas carências, de realizar sonhos.

Acender a esperança sempre que perseguimos um sonho é importante para se manter a conectividade entre ele e a realidade. Nesse sentido, quanto maior o nível de esperança, maiores são também as chances de frustrações, infelizmente. Mas, seria possível dosar? Creio que esperança não se dosa, empenha-se tudo! O fato é que as duas formas são igualmente necessárias à sobrevivência. Sem esperança na dá pra continuar porque o amanhã nos aguarda cheio de promessas.



Este texto faz parte da terceira fase da Blogagem Coletiva "Amor aos Pedaços", cujo tema é Esperança